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Coisas de Profissionais

Já tentei levitar. Não foi só uma vez. Se eu quase consegui? Não passei
nem perto. Por que raios o Newton foi inventar a gravidade?
Voar. Eu e meu irmão tínhamos uma toalha de banho com uma toquinha
quadrada. Quando colocávamos, com o redondo da cabeça, ficavam duas
orelhinhas. Éramos o Batman e o Super-Homem, quando não, os dois eram o
Super-Homem mesmo. E a gente não voava. Nunca deu certo. Pular de
banquinho, da cama, de cima do guarda-roupas? Nunca funcionava, e como
eu queria!
Tentei telecinese também. Nunca nada se afastou ou aproximou das minhas
mãos pelo poder da mente. Isto seria tão útil! Pegar o controle remoto
como um verdadeiro cavaleiro Jedi, jogar video-game com o poder da
mente. Imagine hoje, trazer uma cerveja da geladeira, totalmente
professor Xavier. Ele que é feliz com tantos poderes.
Ainda nos X-men, eu nunca tive garras saindo dos punhos. Não consegui
andar nas paredes como o Fera.
E a novela Olho no Olho? Nunca me saíram raios nem azuis nem vermelhos.
Como eu ia saber se eu sou bandido ou mocinho sem isso? E, falando
nisso, o Ciclope enxerga tudo vermelho, não? Ele usa óculos de Rubi, o
raio sai vermelho, deve ser difícil essa vida. Deve parecer que ele está
jogando no Virtual Boy o tempo todo, e nessa época nem tinha save game.
E Dentes de Vampiro? Necas, nem meus caninos são afiados, nem grandes o
suficiente. Por que, me digam o por quê! O Conde Vladimir Polansky nem
veio me visitar pra eu poder desfrutar disto.
Minha imaginação nunca foi tão legal quanto a dos muppets. Eu bem que
queria ter devaneios Animais. Nunca pulei alto o suficiente pra dar dois giros que nem o Scorpion. E pulo duplo? Imagine, pular e no ar pular de novo! Ia ser animal.
Nunca consegui soltar um Haddouken. Nunca fiquei verde e rasguei a roupa
toda (ficando só com a cueca) que nem o Hulk. Soltar teias de aranha? Alguém? Pelo menos esse eu nunca tentei. Nunca saíram asas das minhas costas, nunca vi dead people, nem gnomos e nem duendes.
Andar sobre a água eu não tentei, mas com bóias de braço no pé, o meu irmão tentou (mea culpa) e quase se afogou. Fiquei sabendo naquele dia que a tensão superficial nunca será suficiente pra me aguentar, a não ser que eu voe e isto, acima de tudo, eu sei que não sei fazer.
Nunca me teleportei. Nunca fiquei preso na loja de brinquedos durante
uma noite toda. Meu brinquedos nunca tomaram vida. Os duendes do papai
noel nunca me levaram embora pra ver se, finalmente, eu entendia
espírito do natal. Se você, Papai Noel ler isto, ainda é tempo.

Já tentei levitar. Não foi só uma vez. Se eu quase consegui? Não passei nem perto. Por que raios o Newton foi inventar a gravidade?

Voar. Eu e meu irmão tínhamos uma toalha de banho com um toquinha quadrada. Quando colocávamos, com o redondo da cabeça, ficavam duas orelhinhas. Éramos o Batman e o Super-Homem, quando não, os dois eram o Super-Homem mesmo. E a gente não voava. Nunca deu certo. Pular de banquinho, da cama, de cima do guarda-roupas? Nunca funcionava, e como eu queria!

Tentei telecinese também. Nunca nada se afastou ou aproximou das minhas mãos pelo poder da mente. Isto seria tão útil! Pegar o controle remoto como um verdadeiro cavaleiro Jedi, jogar video-game com o poder da mente. Imagine hoje, trazer uma cerveja da geladeira, totalmente professor Xavier. Ele que é feliz com tantos poderes, por que comigo nem apareceu uma Brahma voando direto pra minha mão quando levantei só o indicador da número 1.

Olho no Olho? Nunca me saíram raios nem azuis nem vermelhos. Como eu ia saber se eu sou bandido ou mocinho sem isso? E, falando nisso, o Ciclope enxerga tudo vermelho, não? Ele usa óculos de Rubi, o raio sai vermelho, deve ser difícil essa vida. Deve parecer que ele está jogando no Virtual Boy o tempo todo, e nessa época nem tinha save game.

E Dentes de Vampiro? Necas! Nem meus caninos são afiados, nem grandes o suficiente. Por que, me digam o por quê! Nem a Natasha, nem os Matoso, e nem o Conde Vladimir Polanski vieram me visitar pra eu poder desfrutar disto.

Minha imaginação nunca foi tão legal. Eu bem que queria ter devaneios Animais. Nunca pulei alto o suficiente pra dar dois giros que nem o Scorpion. E pulo duplo? Imagine, pular e no ar pular de novo! Ia ser animal.

Nunca consegui soltar um Hadouken, acho que meu Chi é zuado. Nunca fiquei verde e rasguei a roupa toda (ficando só com a cueca) que nem o Hulk. Soltar teias de aranha? Alguém? Pelo menos esse eu nunca tentei. Nunca saíram asas das minhas costas, nunca vi dead people, nem gnomos e nem duendes.

Andar sobre a água eu não tentei, mas com bóias de braço no pé, o meu irmão tentou (mea culpa) e quase se afogou. Fiquei sabendo naquele dia que a tensão superficial nunca será suficiente pra me aguentar, a não ser que eu voe e isto, acima de tudo, eu sei que não sei fazer.

Nunca me teleportei. Minha bomba de chiclete e um clipes de papel não explodiu. Nunca fiquei preso na loja de brinquedos durante uma noite toda. Meu brinquedos nunca tomaram vida. Os duendes do papai noel nunca me levaram embora pra ver se, finalmente, eu entendia espírito do natal. Se você, Papai Noel ler isto, ainda é tempo.

Será que só eu não consegui fazer nada direito? Perdi a infância toda tentando isto e tentando aprender as técnicas nos filmes e desenhos animados, mas nunca, nunca cheguei perto de nada sem me arrebentar antes ou ficar profundamente decepcionado. Acho que estas são coisas para profissionais.

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Categorias:Eu só quis dizer Tags:
  1. junho 1, 2009 às 11:36 pm

    Pois é, talvez por isso tudo vc descubra que cresceu e que o que te torna criança e feliz é pensar que tudo sempre é possivel! Claro, ao crescer aprendemos que não temos asas, que as pessoas se magoam, que voar é pros passaros e para aviões (e eles também caem). Pior não é constatar que tudo isso não funciona mas ver que um dia na sua cabeça e susas lembranças vc fazia e hoje não pode mais! Que saudade da minha infância. Vejo meu enteado com 9 anos, como é bom ver ele acreditar em coisas engraçadas… A vida era mais fácil e mais divertida!

  2. junho 2, 2009 às 2:00 pm

    Acho que o grande barato da infância é esse tentar voar, soltar haduken, é pensar que somos capazes de fazer coisas mais impossiveis.
    Nossa imaginação sempre foi nossa principal brincadeira!!
    Vejo hoje nosso sobrinho com as mesmas brincadeiras até mais esperto do que nós. qdo brinco com ele volto a ser um menino.
    Sempre que lembro da nossa infância vem um sorriso em meu rosto, vc sempre esteve do meu lado meu Super Irmão agradeço a Deus por nos fazer irmãos..
    Ainda bem que a mãe não teve o Tijolo néah AUIh IUAhiUHAuihAI hai
    fica com Deus Tio Le!!!

  3. Bio
    junho 2, 2009 às 2:08 pm

    Snif…

  4. agosto 19, 2009 às 2:53 pm

    Cra, na boa, eu tento voar, soltar hadouken e congelar as coisas tipo sub-zero até hoje e por enquanto não rolou… Será que sou normal? 😛

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